Test-Drive: Erizos Santiago Sanchez Superior PP 42.25

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Como prometido nos dois últimos posts inauguro aqui mais uma seção do blog, testando equipamentos e colocando minha experiência de 25 anos no esporte em um test-drive.

No começo desse ano recebi pelo Facebook o contato do Walter Andrade, dono da loja W9 no Rio de Janeiro. Ele em primeiro lugar me parabenizou pelo blog, e depois perguntou se eu aceitaria uma prancha do portfolio da loja dele pra eu testar.

Confesso que a princípio fiquei bastante surpreso. Esse blog acabou surgindo como algo nada muito sério, comecei a escrever por sugestão de amigos e também com a ideia de compartilhar um pouco esse meu interesse (as vezes até um pouco exagerado) pelo esporte. Nunca imaginei que alguém iria algum dia me oferecer qualquer tipo de equipamento pra eu dar minha opinião, então fiquei super entusiasmado e muito lisonjeado. Lógico que aceitei a proposta do Walter na mesma hora e combinamos detalhes do envio da prancha pra São Paulo.

Comecei a pegar onda no verão de 1991, e por isso já acompanhei muitas fases desse esporte. Me lembrei então da edição anual da revista americana Bodyboarding que trazia um teste com pranchas de todas as marcas disponíveis no mercado americano naquele ano, o chamado “Test Pilot”. Dois bodyboarders profissionais da época eram chamados para testar algo em torno de 20 pranchas, algo inédito e que acho que nunca mais foi replicado até hoje. Um pequeno texto era escrito junto com detalhes dos materiais e preço das pranchas.

MS Turbo 3 Gear Guide

Exemplo do Gear Guide no ano de 1992. Aqui a lendária Turbo III. Fonte: Arquivo Pessoal BBing Mag

Antes de começar a falar sobre a prancha deixo bem claro aqui que em nenhum momento me foi exigido um post ou qualquer opinião direcionada em contra-partida para o envio dessa prancha pela W9. Faço esse relato de livre e espontânea vontade, com a mesma naturalidade que sempre abordei os assuntos e respondi as dúvidas de todos nos comentários. E atesto a seriedade e profissionalismo da W9 em um mundo que já tem gente demais querendo passar por cima dos outros. Parabenizo aqui o Walter pelo profissionalismo e dedicação enorme em tentar manter o mercado funcionando com produtos importados, mesmo em tempos difíceis como o atual e uma cotação do dólar absurda.

Bom, vamos lá. Conversando um pouco com o Walter pelo FB falei que usava pranchas 42.5” (tenho 1,93m e 83kg), e ele me disse que tinha uma 42.25” pronta pra ser enviada. Como eu sei que tamanhos acima de 42” não são a grande maioria dos modelos comercializados (a Pride por exemplo nem tem modelos 42.5” disponíveis), aceitei e recebi como mais um desafio, pois imaginei que talvez pudesse ficar um pouco pequena. Mas no fim acabou dando certo. A prancha que eu recebi para o teste é da marca chilena Erizos, modelo Santiago Sanchez, com bloco de PP, sem tela e com o sistema “tridente” de 3 stringers. São 2 stringers curtos nas laterais próximo às bordas, começando na rabeta e indo até quase a metade da prancha, e um de tamanho padrão no meio.

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A princípio fiquei um pouco receoso pelo fato de ter esse sistema, basicamente por dois motivos: a dureza da prancha em geral e seu respectivo peso. Mas nesses dois quesitos acabei surpreendido, já que ela tem praticamente o mesmo peso de uma prancha com 1 stringer simples, e não me pareceu tão dura dentro d’água, apenas com aquela dureza tradicional de uma prancha nova. Esse sistema permite também que o bloco seja um pouco mais fino que o normal, o que garante o peso semelhante a outras pranchas e ainda dá aquela segurança a mais na pegada.

Lembro aqui mais uma vez algo que eu sempre digo aqui no blog: prancha de bodyboard NÃO foi feita pra durar eternamente, desconfie daquele prancha super dura com bloco mais grosso e meia dúzia de stringers.

A Erizos é uma marca chilena muito popular em seu país de origem, e tem todas as suas pranchas fabricadas na fábrica Agit em Taiwan. Outras marcas conhecidas no mercado mundial são fabricadas lá, caso das GT Boards, Funkshen, Nomad e QCD (até esse ano pelo menos), entre outras. Os materiais são de alta qualidade e talvez a construção geral da prancha só fique atrás do padrão das NMD/VS fabricadas na Indonésia, por conta do acabamento que é pouca coisa inferior. No mais são pranchas anos-luz a frente de qualquer prancha nacional, e utilizam a combinação clássica de Polypro, Surlyn e deck de PE/8lb mais aberto, também chamado de NXL. Ou seja, no quesito materiais e “sanduíche” escolhido, está mais que recomendada antes até de tirar do plástico.

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Quanto ao shape, a Erizos SS tem um desenho bem reto e quadrado, com bordas quase paralelas e um wide point médio, que figura mais ou menos em um meio termo entre a largura de uma NMD Ben Player e uma Found MR. Isso acaba por garantir bastante velocidade nas cavadas, mas tira um pouco o aspecto mais versátil que eu acabo sempre escrevendo aqui no blog. Vendo alguns vídeos do argentino Santiago (que assina esse modelo e que você pode ver abaixo) entendi bem o porque desse desenho, com ondas bem rápidas e com muita força sendo surfadas por ele em Teahupoo e em outras ilhas no Pacífico.

 

 

Não cheguei a pegar nenhum mar muito grande (graças ao verão bem devagar aqui em São Paulo), mas em ondas em torno de meio a 1 metro percebe-se que a prancha tem uma cavada super rápida e responde muito bem aos comandos. Como ela tem uma largura máxima um pouco limitada, talvez não funcione tão bem em ondas mais cheias e que não “empurram” tanto. Vai acabar faltando flutuação pra surfar aquele dia mais “força barra”. Mas ao mesmo tempo em partes da onda com bastante força a prancha se destaca acelerando muito bem e te levando até o lip com bastante precisão.

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O verão e começo de outono foram meio devagar aqui em São Paulo, mas ainda deu pra colocar a prancha na água. Foto: Rodrigo Nattan

Destaque especial para o sistema de 3 stringers, já que como não existem stringers embaixo dos cotovelos (como em uma prancha com dois stringers por exemplo), a estrutura superior da prancha acaba se comportando da mesma maneira que uma prancha com stringer simples, flexionando nas cavadas e projetando em direção ao lip. E nas pancadas mais fortes os stringers laterais se encarregam de não deixar a prancha dobrar e torcer em volta do stringer central. Imagino que isso ao longo do tempo garanta a integridade da prancha e também permita seu uso em locais com água bem quente, caso do Nordeste brasileiro. Esse modelo conta também com os contornos no deck ao longo das bordas até o bico. Achei bem funcional já que ajudam bastante na hora de voltar as manobras segurando as bordas.

IMG_1499_1Detalhe do acabamento acima da média

Recomendo esse modelo pra dias de ondas bem cavadas e rápidas ou dias grandes em ondas um pouco mais cheias, onde você vai fazer cavadas longas e trocar bastante de borda. Essa prancha funcionaria muito bem em ondas como São Conrado no RJ e também na Cacimba do Padre em Fernando de Noronha. Ondas rápidas, com bastante força, que realmente te empurram e que muitas vezes não dão muito tempo nem permitem muito espaço pra cavadas longas e mais lentas.

Já naqueles dias de mar mais fraco recomendo uma prancha mais larga que te dê mais flutuação e que não exija tanta força pra voltar as manobras. Lembro aqui também que usar uma prancha muito estreita ou pequena em ondas fracas acaba comprometendo sua durabilidade, já que você acaba forçando bastante a prancha pra entrar na onda e completar manobras.

 

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Erizos Santiago Sanchez Superior PP 42.25”
Bloco: Polipropileno 1.9 sem tela
Deck: Polietileno 8lb NXL
Fundo: Surlyn
Stringers: Sistema tridente com 3 stringers, sendo 2 curtos e 1 longo
Rabeta: Crescente
Bordas: 60/40 

Preço: R$ 1.290

Prós: Durabilidade, flexibilidade mesmo quando nova, construção geral muito acima da média nacional.

Contras: Desenho não tão versátil, sistema de stringers pode ser muito duro para alguns dependendo da temperatura da água.

IMG_1501Testando a Erizos SS em mais um dia pequeno aqui em SP. Foto: Rodrigo Nattan

Agradeço novamente ao Walter Andrade e ao Leonardo Teixeira da W9 pela oportunidade e recomendo 100% a loja deles pra quem precisa de qualquer tipo de equipamento para a prática do Bodyboarding.

http://www.wnine.com.br

Acho que é isso, continuo respondendo dúvidas e aceitando críticas nos comentários. Vou tentar conseguir outras pranchas para teste, mesmo sabendo que o mercado aqui no Brasil é super pequeno e limitado.

Fotos da prancha tiradas por mim, e agradeço mais uma vez ao Rodrigo pelas fotos do teste na água.

Te vejo na água, até a próxima!

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46 thoughts on “Test-Drive: Erizos Santiago Sanchez Superior PP 42.25

  1. Show de bola a matéria grande Fleury….é muito importante um “test drive” destes, feito por alguém com muita bagagem no bodyboard, pois, com certeza ajuda ao decidirmos realizar uma compra, tipo com relação à marca e modelo….Abração.

    • Obrigado Daniel, sei bem o quanto é difícil escolher uma prancha, ainda mais agora que grande parte dos modelos custa mais de 1000 reais. Espero ter a oportunidade de fazer mais reviews como esse. Abraço!

  2. Por favor Guilherme Tâmega…manda umas GT’s para o Fleury!!!!!!!! O bom é qnd profissionais alheios às marcas experimentam e fazem suas análises dos equipamentos, no caso, os bodyboards… Que venham mais!!!!

    • Hehehe, valeu mesmo… vamos ver se consigo fazer mais algum review desse, pra mim é um prazer e imagino que seja bem esclarecedor pra muita gente. Grande abraço!

  3. Materia completa, muito profissional, curti muito! Quero dessas mais vezes e na Ride It! Faltou dizer o preço, mas rolou uma curiosidade em surfar com ela!

  4. Muito legal sua iniciativa!
    Também pego onda a bastante tempo (ganhei uma Morey match 10 no Natal de 87) e já testei diversas marcas e modelos ao longo dessa caminhada.

    Me lembro desses testes na revista Bodyboarding Mag e ficava babando para os catálogos das prancha, até mesmo na Surfing Magazine, que tinha uma sessão dedicada só para o bodyboarding . Isso numa época que comprar online uma prancha de qualquer modelo de qualquer marca era coisa de ficção científica.

    Acho que vale a pena, em um futuro post, falar um pouco sobre prancha sob medida (customs).

    Abs

    • Obrigado pelo comentário Rafael, anotei aqui a idéia sobre as pranchas custom… Como aqui no Brasil não temos material de boa qualidade, e as customs importadas ainda são algo meio distante, não tinha pensado nesse assunto. Mas valeu mesmo, grande abraço!

  5. Grande Paulo!! Mandando muito bem e virando referência!! Muito bom ver sendo uma referência “fora” d’água e o Renan sendo referência dentro d’água. Bobyboard Paulista mostrando o seu valor!! Vamos nos cruzar no próximo swell grande de sul lá no LN. abraços, Flavião

    • E aí Daniel, tudo bem? Eu acabo dependendo da boa vontade de alguma loja topar o review e ceder uma prancha, por enquanto ainda não fui atrás disso, mas vou tentar mais algum review sim. Mas por enquanto já irei fazer um review da última prancha que eu comprei pra mim, que é uma Science Style Loaded. Sei que ela não é vendida aqui no Brasil, mas acho que todo tipo de informação é válido. Valeu, abraço!

  6. Boa noite,

    Blog incrível, linguagem cuidadosa e informação de alta qualidade. Agradeço, antes de tudo. Sou bodyboarder desde 1984, tendo sido juiz e técnico da equipe Ozônio até 1990. Hoje, 47 anos, apesar do peso de 133 kg para uma altura de 1,70m, especializei-me em tubos e decolagens (o problema é a volta).

    Meu combo atual consiste de uma velha BZ HUBB 43″, uma BZ THE BEN 42″ vintage (pesada, borda 50/50, caindo aos pedaços, mas genial nos tubos) e uma Genesis Fábio Aquino 42,5″, crescent tail e um par de Viper MS (que arrebentou em 01/06).

    Optei pela NMD UNLTD Parabolic PFS2 (para os dias acima de 4′ buraqueira, padrão São Conrado) e um par de Stealth S3. Minha duvida: tamanho de prancha. Pensei na 40,5 ou 40 para as merrecas, mesmo sabendo que a prancha é mais fina e estreita que meu equipamento atual e a estranheza que causará um obeso com esse equipamento. Mas estou quase seguro do aumento de performance.

    Para os dias de merrecas cheias, continuaria de 42″, mas tenho duvida sobre o comportamento do PFS em ondas pequenas.

    Pode me dar uma ajuda? Abraços e continue escrevendo. Curti muito a ideia do gear guide.
    instagram.com/felipebvisuals

    • Olá Felipe, em primeiro lugar agradeço o feedback positivo. Quanto a tamanho de prancha acho que você está com o pensamento inverso, já que normalmente deveríamos usar pranchas maiores pra dias sem tanta força e pranchas menores pra dias grandes e de ondas power. Acho que pros dias pequenos você pode continuar com suas pranchas atuais (42″ no máximo) e pros dias de onda grande eu sugiro que você pense seriamente na possibilidade de fazer uma prancha sob medida nos EUA. Sei que é algo um tanto proibitivo por causa do preço, mas pra você faria toda a diferença do mundo uma prancha um pouco mais grossa, com mais borda mas com tamanho reduzido e adaptado a sua altura. Recomendo que você dê uma olhada nos perfis do Instagram e no site da Toobs, marca americana super conceituada e que faz pranchas custom de alto nível. Pra você imagino que seja o caminho pra uma melhor performance dentro dagua. Pranchas “de loja” dificilmente vão se adaptar a proporção única de seu peso/altura, infelizmente. Espero ter ajudado, abraço!

  7. Em tempo: na verdade era isso mesmo (na correria digitei errado. As pequenas (e agora, mais grossas, de acordo com a sugestão, para a buraqueira acima de 4′). Valeu!

  8. Grande Fleury,
    Passando para parabenizá-lo mais uma vez pelo trabalho desenvolvido aqui no blog e de sua iniciativa. Escrevo para agradecer também a dica. Retornei faz 3 dias da minha trip para a Indonésia e voltei com a cabeça feita. Levei comigo a NMD Ben Player FPS2 (stringer normal e hard) e minha antiga Found MT. Confesso que usei em todos os mares (tamanhos e estilos de onda) a nova NMD, visto a sua versatilidade tanto para ondas buraco como mais gordas/manobráveis. Agradeço e espero que consigas analisar outras pranchas e melhorar a difusão de conhecimento sobre nosso esporte. Abraço
    PS: botei umas fotos no instagram: laptrevisan (sou seu seguidor). Até!!

    • E aí Luis, muito obrigado pelo feedback! Fico feliz tambem que a prancha tenha funcionado. Realmente é uma prancha que funciona em qualquer condição, ainda mais em reef breaks de muita força como na Indonésia. Grande abraço!

  9. Grande Paulo! Que blog é esse meu irmão? Realmente inspirador! Corri até no instagram pra ver se tenho mais desse conteúdo diariamente (rsrs)!
    Melhor de tudo é enxergar na sua analise coisas que tenho dito a anos para amigos, e que muitas vezes fui chamado de maluco!
    Irmão, meus parabéns realmente! Nosso é esporte é muito carente, estas dando uma contribuição muito grande. Agradeço em nome do bodyboard!

    • Poxa Adriano, não sei nem o que falar… Só digo que fico muito feliz com feedbacks como o teu. Aqui no Brasil a galera ainda se interessa pouco pelos detalhes que eu acabo abordando e estudando, mas imagino que isso esteja mudando. Se você deu uma olhada lá no IG viu que mês que vem teremos mais um test-drive aqui, de um modelo super exclusivo por sinal. Obrigado mais uma vez e grande abraço!

    • Fala Daniel, dá uma olhada lá no meu Instagram (@pfleury), já tem inclusive fotos com a prancha do próximo test drive. Valeu, abraço!

  10. Boa tarde Paulo!
    Cara, uso pranchas VS/ NMD a algum tempo, anteriormente tinha uma Joe Clarke LTD mod 2011. Estou em fase de renovação do meu quiver e comecei com uma Dave Winschester mod 2016 (não parabolic/ iss) obviamente o shape apresenta diferenças notórias. Mas o que me surpreendeu foi a “fragilidade” da prancha, em dias pequenos já fiz 3 dobras leves na prancha. Outro fator é que ela é menos maleável que minha pranchas anteriores (dai as dobras), pra falar a verdade a prancha é bem durinha!
    A pergunta é, tu teve algum algum contato com esse modelo.. As pranchas 2016 tiveram alguma alteração construtiva? Vi em algumas postagens que você usa uma Ben 42,5. Essa seria a minha próxima prancha, talvez uma ISS.

    Tenho 184, peso 97 quilos.. mas devo chegar aos 88 em alguns meses! (hahah)

    Abraço, e mais uma vez parabéns pela página!!

    • E aí Adriano, beleza? Então, pelo que eu vi você comprou um modelo de entrada, com fundo HDPE (similar ao que a Genesis usa em todas as suas pranchas), que garante uma dureza inicial mas que depois com o tempo vai deixando o fundo dobrar e vincar sempre no mesmo lugar, condenando rapidamente a prancha dependendo do tipo de onda e peso/tamanho do atleta. Adianto aqui que os modelos 2016 não tiveram alteração nenhuma, o Mez (dono da NMD/VS e diretor-geral da fábrica da Indonésia) não é nem louco de mudar algo… Eu acho também que essa prancha 42 é meio pequena pra você por causa do seu peso. Eu sugiro exatamente que você pense numa Ben Player 42.5 ou uma Winchester 43, se for com ISS melhor já que esses modelos são mais resistentes que as pranchas ditas “comuns”. Se possível tente um bloco ProRide, é talvez o que mais aguenta as porradas e a maioria dos atletas tem usado esse (caso do Jared Houston) por exemplo. Acho que é isso, espero ter ajudado!

      • Surfo em Farol de São Tomé (ondas fortes e cavadas)
        Sempre surfei com pranchas menores (devido a onda) mas de qualquer forma obrigado pela ajuda Paulo! Mas fica aqui outra pergunta, onde comprar esse Uma Ben Player? BBking fica muito caro.. Tem algum lugar para indicar?

        • Então, não dá pra ter tudo mesmo, se você surfar com pranchas menores, que foram projetadas pra riders menores e mais leves, a prancha vai sofrer mesmo… Não tem jeito! Se você quiser manter o mesmo tamanho e modelo eu sugiro uma Winchester ISS ProRide. Quanto a loja, a BBKing ainda é o jeito mais fácil mesmo. A 662mob vende NMD/VS nos EUA, o que daria um frete mais barato. Mas graças a falta de visão da B2BR aqui no Brasil eles não tem permissão pra enviar pranchas dessas duas marcas pra cá. A dica que eu dou é pegar prancha da coleção passada na BBKing, vale bastante a pena e o Toby Player declara um valor menor se você pedir.

      • Grande Paulo guro Fleury! Muito obrigada meu camarada! Quando a B2Br.. melhor nem gastarmos nossa inteligencia com esses caras! Aguardo novas postagens!

    • Adriano tudo bem? Siga a recomendação do Paulo e compre uma NMD BP da coleção passada. Comprei uma com um ótimo desconto a uns 4 meses na versão parabolic 2 tamanho 42 e a prancha é animal.

      Além disso o dólar australiano é mais em conta que o americano, e isso compensa um pouco na hora do cálculo do frete.

      • Fala Rafael, como disse lá em cima estou montando um quiver e a BP vai ser a minha próxima prancha com certeza! Quanto minha Dave, apesar do fundo mais duro (menos flexível) ela tbm é animal viu?! Fiz um surfe em um mar cavado esse fds, a prancha responde muito bem, acho que com a minha atual Dave 42 e Ben 42,5 vou ter um com leque!
        Estamos juntos irmão!

        • Mas que orgulho desses meus leitores, cada vez mais valorizando a importância dos equipamentos! Uma dica aqui, caso não se sintam a vontade de comprar uma prancha na Austrália, as pranchas Science também são de ótima qualidade e podem sim ser compradas nos EUA e mandadas pro BR. O modelo Pocket é bem parecido com a NMD BP e é também uma belíssima compra, prancha super rápida e versátil. Valeu galera!

  11. E qual o tamanho da prancha que vc usa Adriano e especificidades dela? Desta VS ou é NMD?

  12. Salve pessoal.
    Já utilizei pranchas e diversos outros produtos da B2BR e gostei bastante.
    Não entendi a sua crítica Adriano. No caso do Fleury, acho que a falta de visão que ele mencionou deve ter a ver com a exigência de exclusividade da B2BR para comercializar essas marcas, certo Fleury? Algo parecido com o que acontecia (ainda acontece?) com a Found.
    Mas os produtos da B2BR são bons, pranchas com características que não deixam a desejar em relação às gringas, com tecnologia bem atual: bloco PP Freedom 6, pele NXL, fundo surlyn, contornos, skintec etc…

    Fora que é difícil encontrar uma loja on-line com informações tão detalhadas dos seus produtos como a B2BR: fotos, descrição, características, medidas detalhadas, vídeos, comentários de clientes, fotos de clientes… até nas lojas gringas é difícil achar um site tão completo. Sem falar nas lojas que atendem por whatsapp, o que é muito amador e ineficiente para os dois lados.

    Abraço

    • E aí Bruno, beleza? O que eu critiquei foi essa exclusividade deles que na verdade não existe, já que não vendem modelos novos desde a linha 2011/2012. Se eu quero comprar uma NMD BP PFS ISS 2016/17, porque uma loja aqui do Brasil que não tem esse modelo em estoque irá me proibir? Isso é absurdo pra não dizer outra coisa. Mas pelo que fiquei sabendo existem outros problemas entre o Mez e a B2BR além desse. Espero que isso se resolva pra que essas pranchas possam chegar no Brasil ou serem vendidas aqui por outro distribuidor. Quanto as pranchas da marca própria deles eu particularmente não gosto, por achar as pranchas muito duras. Mas isso é gosto pessoal, né? Quanto a variedade da loja, concordo sim com você, mas ainda estão anos luz das Bodyboard Shops ao redor do mundo, é só dar uma olhada na BBKing. Valeu, abraço!

    • Fala Brunão! Beleza? Então cara, bom que o Paulo é super rápido no gatilho.. haha Quanto ao detalhamento é bem bacana sim, mas isso foi criado porque as pranchas não existiam aqui, não é uma caridade! Eles tem mesmo que fazer isso.. quer um exemplo? Se você surfa a mais de 10 anos não precisa pegar na mão uma Genesis Daniel Rocha pra saber o que é certo? La fora é a mesma coisa, a galera vem surfando com esses shapes (gringos pra nos) a anos, as alteração são sempre positivas. Então, o cara sabe o que uma NMD BP.. Na praia onde ele está começando a surfar lá em portugual, australia, frança.. tem uma porrada delas pra ele ver! Lá eles não tem pranchas medidas goela a baixo por 20 anos.. A B2br, loja de quem já comprei mais 5 pranchas.. Poderia ser uma BBking hoje, mas parece que algo não andou como devia e é disso que Paulo fala.. E de repente uma loja que era irada, começa a fazer exatamente o que as outras faziam que é empurrar pranchas “boas” mas que só visão a durabilidade ou dureza mesmo, por preços altos!

    • “Ah” e quanto aos materiais, as pranchas de bodyboard não são uma receita de bolo onde vc coloca recheio de chocolate belga, castanha de cajú e cobertura de nutella e pronto! Lá fora vemos os caras tratando as pranchas de bodyboard como uma arte, testando as combinações, buscando arrancar o máximo da tecnologia e tal! Bem, não quero te empurrar nenhuma opinião goela a baixo no melhor estilo genesis! haha Grande abraço e boas ondas irmão!

  13. Tudo certo Fleury!

    Concordo contigo, essa exclusividade não é boa para os consumidores, esperamos que esses problemas se resolvam.

    Quanto à BB King, tb acho muito bom o site, mas ainda falta várias informações para fazer uma compra certeira. Por exemplo: procurei as pranchas mais tops da Pride e da VS no site da BB King e não encontrei as medidas detalhadas! Sou bastante exigente com isso, e me sentiria desconfortável tendo que comprar uma prancha sabendo apenas seu material e seu tamanho (comprimento)! Qual a espessura? Qual a largura? Qual a distância nose-to-wide point? Acho que eles poderiam melhorar nesse ponto, afinal comprar pranchas com base apenas no comprimento é meio furada. Ainda mais considerando que é praticamente nula a viabilidade da troca do produto quando falamos em compras internacionais.

    Mas gostei de ver que as NMDs possuem estas informações nas suas descrições! Show de bola. Acho que devemos ser exigentes com as lojas e criteriosos na escolha dos produtos, pois isso só trará benefícios para os bodyboarders e mais profissionalismo para o esporte!

    Abraço e parabéns pelo blog, estamos esperando o próximo review!

    • Então, quanto as medidas temos aí um problema que não é da loja, e sim das marcas, que não querem dar de bandeja as medidas dos templates para os concorrentes. Algumas lojas ainda tem o trabalho de medir modelo por modelo (caso da EBBing até um tempo atrás), mas como o Adriano disse todo mundo já sabe mais ou menos a diferença nos templates… E lá fora se você tá em dúvida é só ir numa loja física e dar uma olhada pessoalmente, pra depois comprar online na loja que fizer o melhor preço/frete. Lembre-se que estamos no Brasil! 😉 O site da NMD tem sim todas as medidas, o Mez é bem detalhista com esse tipo de coisa. E concordo com você, quanto mais critério e informação melhor, mas ainda hoje vemos lojas aqui no Brasil vendendo prancha “modelo profissional” e comparando Duralight a Polipropileno de última geração. Aí fica difícil né… Valeu!

      • Eu acho que o mercado em geral precisa de uma sacudida. Estão todos “deitados em berço esplêndido”, fábricas, lojas, e atletas. Não consigo entender um atleta que não se interessa em saber o que usa, e entendo menos ainda quem simplesmente vai usando o que acha pela frente meamo tenso condição de conseguir adquirir algo melhor. Acho que por isso as lojas não se preocupam em dar informações corretas, e tb por isso as fábricas produzem, salvo raras exceções, sempre “mais do mesmo”. Acho que se quem gosta do esporte procurasse se informar mais sobre produtos e opções disponíveis, e começasse a realmente demandar as lojas e fábricas, teríamos um mercado muito mais diversificado, gerando inclusive mais dinheiro que poderia ser revertido ao esporte. No fim, todos nós sairíamoa ganhando, dentro e fora d’água. Ainda que existem pessoas como o Paulo, que com o excelente blog ajuda a abrir os olhos e diminuir a cegueira da maioria.

        • Valeu grande Christian, é isso mesmo, enquanto atletas e consumidores não aumentarem suas expectativas em relação aos materiais ficaremos na mesma, principalmente aqui no Brasil, vide a linha de pranchas da maior marca brasileira, praticamente a mesma a sei lá quantos anos. Não entendo também essa falta de interesse da galera em geral, já que equipamentos estão diretamente relacionados à sua performance dentro d’Água, que por sua vez bate de frente com o tanto que você pode e vai se divertir surfando. Porque se limitar né? Valeu, abração!

  14. Fala Adriano, beleza?

    Concordo contigo nesse ponto. Acho que muito disso é causado pela falta de força do mercado de bodyboarding brasileiro atualmente, o que faz com que as lojas não tenham como “dar vazão” aos seus produtos, ficando com alguns produtos encalhados. Em aíses com economia forte, é muito mais fácil para uma lojas conseguir vender seu esoque e já encomendar a coleção futura, pq a galera vai ter grana pra comprar, daí o mercado segue girando. Aqui a situação é diferente, a galera segura a onda do consumo pq a situação não tá fácil.

    Mas é isso aí, tamo junto, o jeito é trabalharmos para o esporte crescer, ganhar adeptos, simpatizantes, praticantes, de forma a colocá-lo no seu merecido lugar!

    Abraço

    • Oi Bruno, cara não sei acho a mesma coisa quanto a falta de força do mercado. Acho que é mais um problema de organização, o bodyboard tem um número de praticantes muito alto. Onde moro por exemplo, os bodyboarder’s são 90% na água! Isso não é só aqui, todo lugar que vou tem muitos bodyboarder’s! Só que, o esporte sempre fica na mão de pessoas de cabeça pequena. Quer um exemplo? A gt boards, bastou uma marca com cobertura um pouco e melhor e pronto, no Rio de Janeiro, Espirito Santo, Bahia elas são a maioria. Fora que, são vendidas a nível (preço) das grandes (NMD, VS, PRIDE, etc..) porém apesar de boas estão 1, talvez mais “degraus” a baixo dessas marcas.
      Por fim acho que, quando falamos de mercado brasileiro temos que pensar que “culturalmente” usamos gato por lebre ou pegamos muito mais do que deveriamos. Mas isso não se limita só ao bodyboard, o mercado imobiliário, automotivo e de eletrônicos também é assim. Ai você está pesando, esse cara está “viajando” achando que pode mudar o mundo! Mas temos que pensar que o mercado do bodyboard ainda está acessível para mudanças, ele ainda é pequeno o suficiente para nos praticantes colocarmos no jeito! Como fazer isso? Tirando o esporte da mão desses atravessadores comprando e consumindo marcas e lojas que apoiam o esporte! Por fim o mercado do bodyboard é forte no Brasil, porque ele sobrevive sem grandes campeonatos, sem mídia, sem atletas famosos.. Só está na mão de pessoas erradas.

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