Science Style e Science Pro LTD: quiver completo com apenas duas pranchas

Bora pra mais um texto por aqui, hoje um breve mini-review de pranchas.

No final de 2018 eu completei 1 ano trabalhando diretamente com a Science Brasil, e resolvi hoje falar um pouco das 2 pranchas que usei praticamente o tempo todo nos últimos 3 ou 4 anos.

Science Style Loaded 42.5″: Shape já conhecido e testado a exaustão pelas mãos de Mike Stewart

A primeira nas fotos é uma Style Loaded 42.5” que eu comprei em 2015, bloco NRG 1.4lb com tela dupla e um volume de borda a mais que faz ela funcionar em qualquer tipo de onda. É a prancha que eu fiz o review aqui no blog e surpreendentemente ela continua firme e forte, sem dobras. Destaque também pros acabamentos perfeitos da fábrica do Mez, que garantem a colagem perfeita das peças extras na rabeta e no bico.

Essa prancha me acompanhou em todas as últimas viagens e também durante todo o Circuito Paulista de 2017, onde a gente sabe bem que as condições de onda nunca são as ideais. Ela funciona de 1 a 10 pés, sem o menor exagero. Se você quer ter uma prancha apenas, eu não canso de sugerir essa compra. Fora aquela certeza de estar usando o equipamento certo, afinal o próprio Mike Stewart usa a Style em toda e qualquer condição. Único defeito talvez seja dela na época ainda não ter as canaletas MS, que tiram um peso da rabeta e ajudam demais nas trocas de borda.

Pro LTD ISS 42.5″: Aquele desenho estreito que vem se tornando popular de uns anos pra cá.

A outra prancha é uma Pro LTD ISS 42.5”, que eu recebi da Science Brasil no final de 2017. É uma prancha super específica, sem tela, super fina e estreita. É o modelo do australiano Tom Rigby, que acabou saindo da Science mas imagino que pela boa aceitação desse tipo de prancha hoje em dia, deixaram essa prancha na linha. Com a vantagem do sistema ISS e das canaletas MS, essa prancha acaba tendo uma versatilidade incrível mesmo com toda a especificidade que eu já falei. Em ondas rápidas ela simplesmente voa, faz aquele drop atrasado/scoop como nenhuma outra, mas em dias menores ela surpreende e também anda.

Apesar da largura e do volume a mais (bordas e bloco mais grosso), a Style Loaded anda demais em qualquer condição. Foto: Rodrigo Nattan

Nos dias menores eu acabo usando um stringer mais duro de carbono, e a prancha anda super bem também. Ponto pro Mike mais uma vez, que consegue fazer uma prancha específica desse jeito andar também razoavelmente em qualquer condição. Como eu falei antes ela conta com as canaletas MS e isso faz toda a diferença, a rabeta não afunda tanto nas partes mais fracas da onda e no fim você consegue surfar mesmo naqueles dias de onda mais cheia ou fraca.


Detalhe das canaletas MS no modelo Pro LTD. 

Hoje em dia fala-se muito em tecnologia, em fundos com concave, rabetas diferentes, blocos híbridos como PFS, QuadCore e etc… Mas nada disso funciona se o desenho e o volume final da prancha não forem desenvolvidos o suficiente. E hoje ninguém sabe mais sobre isso do que Mike Stewart. Todos os shapes são estudados e desenvolvidos há mais de 25, 30 anos. Mike já trabalhava em seus modelos muito antes da Science existir, e isso você percebe por exemplo trocando de uma prancha pra outra sem adaptação ou dificuldade alguma, ou conseguindo surfar em qualquer condição com pranchas bem específicas, como eu falei do modelo Pro acima. Posso dizer que com esses dois modelos você talvez consiga surfar qualquer onda no mundo, de beach breaks sem muita força, reef breaks na Indonesia até Teahupo’o e Pipeline em condições de gente grande.

Em ondas muito rápidas e que precisem de uma cavada curta (como Pauba, Itacoatiara ou slabs/fundos de pedra) a Pro cai como uma luva, pra todo o resto eu garanto que você não vai querer usar nada que não seja uma Style Loaded.

Style Loaded garante aquela segurança e velocidade em ondas grandes como Teahupo’o. 

Hoje tenho certeza de utilizar os melhores equipamentos possíveis, e sei que minha performance na água está diretamente relacionada a isso. Lógico que a prancha X ou Y não faz milagre, mas você nunca vai conseguir chegar no seu máximo ou perto dele, utilizando equipamento ruim ou pra condição errada. Fica aí a dica na hora de comprar sua próxima prancha. 

O sistema ISS pode dar uma versatilidade a mais e ser o definidor naquela queda de condições específicas.

Pra quem ficou curioso, dá uma olhada lá no perfil da Science Brasil, tem o link pra loja online e muito conteúdo legal sobre todo o time Science aqui no Brasil e no mundo.

Até a próxima, te vejo na água!

9 thoughts on “Science Style e Science Pro LTD: quiver completo com apenas duas pranchas

  1. Salve Fleury!
    Quando vai ter texto novo no blog? Bota mais material de qualidade aí para a comunidade bb!
    E quanto aos materiais da Science, alguma novidade para chegar no Brasil?
    Abraço

    • Fala Felipe, obrigado pelo comentário! Logo mais teremos mais posts, fique ligado! Quanto a linha da Science, ela está alinhada com a linha 19/20 lançada no meio do ano, então novidades no Brasil provavelmente a partir de maio do ano que vem. Valeu!

  2. Fala Paulo!
    O que vc acha sobre as pranchas com mesh?
    No caso da Science Style Loaded, que possui bloco com densidade 1.4 pcf, acredito que o aumento de peso devido à mesh não influencie muito. Mas e nas pranchas de PP com bloco padrão (densidade de 1.9 pcf)? Você acha que o aumento da resistência/memória causado pela mesh valem o acréscimo de peso e a redução da velocidade (maior atrito)? Gostaria de saber a sua opinião!
    Valeu!

    • Fala Douglas, tudo bem? Agradeço aí o seu tempo pra comentar por aqui, isso só engrandece o conteúdo do blog já que muita gente pega as dicas e infos que eu vou escrevendo nas respostas.
      Quanto ao mesh, ele é um componente estrutural, assim como as próprias peles e bordas, e pesa relativamente pouco pra fazer diferença dessa maneira. Quanto ao atrito seria algo desprezível também. No caso da Pro LTD mostrada no post, e que não tem mesh, imagino que a ideia de tirá-la foi pra compensar a dureza estrutural do sleeve onde vai o stringer, já que o sistema ISS conta com esse “espaço” de plástico dentro do bloco e isso acaba deixando o bloco mais duro. Então deixamos o mesh de lado nesse caso, fazendo a prancha mais fina e mais maleável e sensível as diferenças dos Stringers ISS. Essa prancha é muito boa pra ondas rápidas e slabs, já que ela é super fina e muito rápida nas cavadas. Usando um stringer mid Flex em água quente ela fica perfeita pra ondas rápidas como Itacoatiara ou Pauba. Então pensando aí com a cabeça do Mike e do pessoal da Science, na hora de montar esse quebra cabeça de materiais, bloco, peles e etc, tem-se na cabeça pra que basicamente vai ser o uso da prancha, e a partir daí vc vai adicionando ou tirando “coisas”. Prova disso que eu estou falando é que a Pro LTD 19/20 não tem ISS, e tem mesh. Então é mais uma questão estrutural, de qual “sanduíche” vai ser usado mesmo. O mesh muda pouco a característica da prancha nas cavadas e etc, seu uso é basicamente pra deixar a prancha íntegra por mais tempo, depois de uma dobra por exemplo. Tem um outro modelo da Science que também não tem mesh, é a Pro TS, modelo não disponível no Brasil. Essa prancha vai na mesma linha da Pro LTD, com um bloco mais fino pra ondas rápidas. Espero ter esclarecido sua dúvida! Valeu!

  3. Grande Fleury, como vc falou o próprio MS surfa mais com o modelo Style loaded… Então, qual seria o tamanho da prancha que usa em relação ao seu peso e altura dele? E outra, qual seria as especificações do pro model Style para água quente, mar do nordeste? Abraços…

    • Fala Daniel, tudo bem? O Mike usa a Style sempre no tamanho 42″, e ele tem 1,83m e algo em torno de 80 kilos. Quanto a especificação da Style pro Nordeste, hoje em dia a Style tem dois modelos diferentes, mudando apenas a densidade do bloco. A Style “Loaded” tem o bloco tradicional de água quente, o PP 1.9lb. A Style “Flex” tem o mesmo bloco mas numa densidade um pouco menor de 1.3lb. Isso não quer dizer que a prancha é mole, a diferença é que ela funciona como se fosse já amaciada. Eu surfo aqui em SP e no verão a água é quente, e não vejo problema com o bloco mais mole. Vai mesmo do seu gosto, eu particularmente não gosto de prancha muito dura e evito surfar quando as ondas estão muito cheias e sem força. Espero ter ajudado, valeu!!!

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